TRE avalia primeiro turno das eleições gerais

Belém teve o último voto computado às 22h27 de domingo. A totalização dos votos no Pará terminou às 01h17 da manhã de segunda (8).

TRE-PA ELEIÇÃO 2

Dando seguimento ao calendário eleitoral, foi realizado neste domingo, 07, o primeiro turno das eleições gerais de 2018. No Pará, 5.499.283 eleitores estão aptos a votar e aproximadamente 80% do eleitorado exerceu o seu papel como cidadão comparecendo em seus colégios eleitorais.

O domingo foi bem agitado na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, que iniciou os preparativos para o pleito às 6 da manhã. A programação oficial iniciou às 7h, com auditoria das 12 urnas que foram sorteadas previamente, desse total, 4 foram trazidas das ZEs 41ª, 43ª, 36ª e 96ª, pela Polícia Federal e auditadas na própria sede do TRE. Já o restante das urnas, foram auditadas em seus colégios eleitorais.

A auditoria garante a integridade e autenticidade dos sistemas, e com a emissão da zerésima é possível comprovar que o equipamento está em perfeita condições de uso. Dessa vez, a processo contou com a supervisão da Organização dos Estados Americanos (OEA). Esta é a primeira vez que uma delegação da OEA acompanha uma eleição no Brasil. Belém, foi uma das capitas escolhidas pela organização, que contou com uma equipe de 40 observadores. “Não encontramos nenhum elemento que possa comprometer o processo eleitoral neste primeiro turno” afirmou a Chefe da missão, Laura Chincilla.

A votação iniciou pontualmente às 8h e seguiu normalmente nos 5.155 locais de votação espalhados pelo estado. Toda ação foi acompanhada pela equipe da Secretaria de Tecnologia da Informação, que monitorou, em tempo real, as 100 Zonais Eleitorais do estado.

Às 22h01, Belém encerrou sua votação. A informação foi repassada pela Presidente do TRE, Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro, pelo Secretário de TI, Felipe Brito e pelo Presidente da Junta Apuradora, Juiz Amílcar Bezerra. “O pleito aconteceu dentro do esperado de uma eleição geral. Alguns imprevistos aconteceram, em Portel, por exemplo, mas nada relacionado ao nosso sistema. De qualquer modo, impacta na totalização do processo”, explicou a Desembargadora.

“É uma votação longa, onde o eleitor tem que escolher 6 candidatos e digitar 19 números, o que certamente impacta no tempo de utilização da cabina de votação. Já no que diz respeito a logística e pontos de transmissão, não tivemos nenhum problema”, ressaltou o Secretário de TI, Felipe Brito.

Uma das novidades dessa eleição, é que capital utilizou pela primeira vez a biometria, sistema este que já foi implantada em 54 municípios. O que pode ser considerado um grande passo no processo eleitoral e garante a segurança do voto, já que o ato só pode ser realizado pelo próprio eleitor, diante o reconhecimento biométrico.

Logística de apuração

A partir do encerramento da votação às 17h, os primeiros municípios paraenses a transmitirem os dados foram: Jacareacanga (102ª ZE), Cachoeira do Arari (02ª ZE), Santa Cruz do Arari (02ª ZE) e Chaves (17ª ZE). São locais de difícil acesso, que através do uso de tecnologia de comunicação satelital, garantiu uma apuração rápida e eficiente.

“Às 19h, mais de 65% dos boletins de urna haviam sido transmitidos e a disputa aos cargos do senado já se delineava para uma situação de matematicamente eleito. Já às 21h08 todos os cargos majoritários haviam sido definidos dentro da meta divulgada pelo TRE-PA. Entregar o resultado matematicamente até às 21h30”, destacou a Presidente do TRE, Desa. Célia Regina de Lima Pinheiro.

A capital, Belém, teve o último voto computado às 22h27 de domingo. E a totalização dos votos no Pará terminou às 01h17 da manhã de segunda (8).

“Domingo, apesar das invioláveis regras do tempo, não foi um dia curto, como também não foi um dia de pouco de trabalho. Desde os primeiros minutos do dia 07, mais de 1300 servidores da justiça eleitoral, 926 técnicos de eleição e quase 80 mil mesários, aos quais devemos o nosso mais profundo agradecimento, deslocavam-se por todo o Estado nos mais variados modais de transporte aos 5.155 locais de votação, para a instalação de 17.286 seções eleitorais. Meu agradecimento a todos pelo compromisso. ”, destacou a Desa. Célia Regina durante a Sessão Plenária desta terça (9).

Pleito

No total, 4.400.611 eleitores (80,25%) tiveram a oportunidade de escolher 41 deputados estaduais e 17 federais. Uma renovação registrada de mais de 50% nas casas legislativas Estadual e Federal.

Para o senado, Jader Barbalho e Zequinha Marinho foram escolhidos com 1.383.306 (19,74%) e 1.374.956 (19,62%), respectivamente.

Para o segundo turno, os eleitores ainda vão escolher os representantes dos cargos majoritários. Helder Barbalho computou 1.825.708 votos (47,69 %) e Márcio Miranda teve 1.156.680 votos (30,21 %). Os dois concorrem ao cargo de governador do estado no próximo dia 28 de outubro.

Para o cargo de governador, o TRE do Pará registrou 145.732 (3,31%) votos brancos e 426.403 votos nulos (9,69%). E ainda 1.096.978 eleitores se abstiveram neste pleito.

Já para a presidência, disputam Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. No cenário do Pará, o candidato Fernando Haddad recebeu 1.714.822 (41,39%) votos paraenses e Jair Bolsonaro recebeu 1.499.294 (36,19%).

Votação

Este ano, 54 municípios paraenses realização a votação biométrica. A biometria garante maior segurança ao pleito, uma vez que as impressões digitais do indivíduo são únicas e ninguém pode votar por outra pessoa. É importante esclarecer que o tempo de votação foi alongado já prevendo a votação biométrica. E ainda a computação de 6 votos, onde o eleitor teve que digitar 19 dígitos na urna eletrônica. A estimativa do TRE era de 90 segundos para cada eleitor, porém muitos esqueceram de levar os números dos candidatos anotados e demoraram bem mais do previsto.

O TRE teve ainda que alterar algumas locais de votação em Belém e em outros municípios do Pará, devido aos mesmos não oferecerem condições de abrigar a votação. Fato pontual que foi contornado da melhor forma possível, já que estes locais não são de gerencia da Justiça Eleitoral.

Quanto ao rezoneamento, até 2016, eram 450 eleitores por seção, no máximo. Porém, tinham seções com um número menor. O processo redistribuiu o número de eleitores por seção, tornando mais equilibrado, ficando com o número máximo de 400 eleitores nas novas seções.

 

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