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Eleições 2026: TRE do Pará e forças de segurança alinham estratégias para o pleito
Em reunião realizada na tarde da sexta-feira (19), na sede do tribunal, em Belém, representantes de instituições de segurança pública e das Forças Armadas estiveram juntos para alinhar as primeiras diretrizes operacionais e de inteligência para o pleito.
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará) deu início ao planejamento de segurança para as Eleições de 2026. Na tarde da sexta-feira (19), o presidente da Corte Eleitoral, desembargador José Maria Teixeira do Rosário; o diretor-geral Bruno Giorgi Almeida; o chefe do Gabinete de Segurança Judicial, Jorge Monteiro, e o responsável pelo Núcleo de Inteligência, Warwick Pará, se reuniram, na sede do órgão, em Belém, com representantes de diversas instituições de segurança pública e das Forças Armadas.
Com o objetivo de alinhar as primeiras diretrizes operacionais e de inteligência para o pleito, o TRE do Pará apresentou dados sobre o eleitorado paraense que abrange atualmente 6.226.373 pessoas, sendo 5.957.047 já com o cadastro biométrico atualizado. Além disso, foram destacados o cronograma de atividades da Justiça Eleitoral e os principais delitos em dias de pleito, o que inclui boca de urna, desordem, violação do sigilo do voto e transporte irregular de eleitores.
Por se tratar de uma eleição geral, o Regional paraense projeta um cenário complexo. "São eleições com seis candidatos por eleitor, que vai votar este ano em dois senadores, além de presidente, governador, deputado federal e deputado estadual. Sabemos que não vai ser fácil. Por isso, um esquema forte de segurança é fundamental para evitar conflitos e garantir uma eleição tranquila para todos”, afirmou o desembargador José Maria Teixeira do Rosário.
Comitê integrado e foco em facções criminosas
Durante o encontro foi feito o anúncio da criação de um comitê de monitoramento específico, composto por membros do TRE do Pará e por representantes das instituições de segurança pública e forças armadas do estado. Paralelamente, haverá um grupo dedicado exclusivamente à inteligência, com foco no combate à influência de facções criminosas no processo eleitoral, monitorando tanto o financiamento ilegal de campanhas quanto tentativas de interferência política em candidaturas.
"O objetivo desse comitê de inteligência é exatamente verificar a situação de pré-candidatos que estejam sendo apoiados por facções e o uso de dinheiro ilícito nas campanhas eleitorais", explicou o chefe do Gabinete da Polícia Judicial, Jorge Monteiro, que ressaltou ainda a importância da parceria com todos os órgãos para garantir a segurança dos eleitores e o sigilo do voto, avaliando a participação na reunião como um reflexo da alta prioridade dada ao tema.
Trabalho integrado
As polícias investigativas ressaltaram que o trabalho de monitoramento de pré-candidaturas começou antes mesmo do fechamento oficial das listas de candidatos. O delegado da Polícia Federal, Roger Morgado Carvalho, lembrou que a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) já está mobilizada para barrar o fluxo de caixa ilegal no Estado.
"Eleição tem duas coisas cruciais. Quando começa a ter essa movimentação financeira elevada, o sistema de segurança precisa agir para evitar que esses valores entrem nas campanhas e distorçam o resultado com compra de votos e corrupção eleitoral", alertou o delegado da PF.
O delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, reforçou a importância de atuação sistêmica e unificada sob a coordenação da Justiça Eleitoral. "A preocupação com grupos faccionados hoje é nacional. Nossa inteligência agora vai trabalhar ainda mais próxima da Polícia Federal e do Tribunal para monitorar e identificar quem são essas pessoas que estão tentando burlar o processo democrático", destacou.
Além das polícias Civil, Militar e Federal, a reunião contou com a presença de representantes da Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal de Belém (GMB) e Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel).
As Forças Armadas foram representadas pelo Comandante do 4° Distrito Naval, Vice-almirante Adriano Marcelino Batista, e pelo Subchefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar da Amazônia Oriental (CMAO), Coronel Sérgio Munck.
Texto: Elissandra Batista / Ascom TRE do Pará.
Imagem: Thalles Puget / Ascom TRE do Pará.