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Polícia Judicial reforça a proteção institucional nas Eleições 2026

Durante o primeiro turno, essa atuação ganhou ainda mais relevância diante da intensificação dos trabalhos e da necessidade de assegurar a tranquilidade e a continuidade dos serviços prestados à sociedade, incluindo o combate à propaganda irregular.

Durante o primeiro turno, essa atuação ganhou ainda mais relevância diante da intensificação dos...

A Polícia Judicial do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará) desempenha um papel fundamental para a segurança institucional e o funcionamento regular da Justiça Eleitoral durante as eleições. Responsável por desenvolver ações voltadas à proteção de magistrados, servidores, autoridades, instalações e demais pessoas, que atuam nessa área, ela contribuiu para a manutenção de um ambiente seguro e adequado ao exercício das atividades jurisdicionais e administrativas. Durante o primeiro turno das Eleições 2026, essa atuação ganhou ainda mais relevância diante da intensificação dos trabalhos e da necessidade de assegurar a tranquilidade e a continuidade dos serviços prestados à sociedade, incluindo o combate à propaganda irregular.

Para o chefe do Gabinete da Polícia Judicial (GPJ), Jorge Monteiro, a Polícia Judicial do TRE do Pará teve uma atuação intensa e diversificada durante o primeiro turno das Eleições 2026. “Conseguimos atuar além do que foi planejado, por conta de um aumento do efetivo, já que estamos contando agora com nove agentes. Além disso, tivemos uma preparação que contou com três meses de antecedência, que inclui reuniões com as forças de segurança do Estado para alinhar as estratégias que seriam usadas”, avaliou.  

Entre as atuações de destaque, o chefe da GPJ ressaltou o trabalho junto aos juízes da propaganda no combate a campanha irregular nas ruas. “Foi um trabalho intenso, que resultou na apreensão de 30 veículos, entre carros som e carretas”, disse.

O trabalho contou com nove agentes do TRE do Pará, em que cada um foi responsável por uma ação específica, e ainda, com o apoio de agentes do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) e da Justiça Federal. “Foi uma preparação de mais de três meses, incluindo várias reuniões com as forças de segurança para que tudo saísse conforme o previsto”, ressaltou ele, destacando que, no segundo turno, serão usadas dinâmicas semelhantes.

Reconhecimento

Em uma das principais frentes de atuação – o combate à propaganda irregular nas ruas - o trabalho da Polícia Judicial do TRE do Pará ganhou destaque e reconhecimento. “Juntamente com a equipe do Cartório Eleitoral, contamos com a indispensável atuação do GPJ, imprimindo segurança e eficácia nas ações de retirada de propagandas irregulares, como também na apreensão de veículos e equipamentos utilizados durante a campanha eleitoral em desacordo com as regras eleitorais. Fica o registro da irrepreensível atuação dos integrantes do GPJ, com dedicação, presteza, equilíbrio e eficiência dignos de reconhecimento”, pontuou o juiz eleitoral da 95ª Zona Eleitoral de Belém, Lauro Alexandrino Santos.

A juíza eleitoral da 29ª Zona Eleitoral de Belém, Betânia de Figueiredo Pessoa, também classifica a atuação do GPJ nas ações de fiscalização da propaganda eleitoral nas Eleições 2026 como positiva. “A Polícia Judiciária esteve presente em apoio às equipes de fiscalização, com atuação fundamental para garantir a segurança de juízes, servidores e de toda a operação”, afirmou.

Este ano, a magistrada explica que houve uma grande quantidade de propaganda irregular espalhada pela cidade, o que exigiu uma atuação conjunta e, em alguns momentos, emergencial. “Especialmente nos dias próximos ao pleito, intensificamos a fiscalização e tivemos uma atuação mais efetiva e repressiva, com a retirada de materiais de propaganda irregular, principalmente aqueles colocados em bens e equipamentos públicos, como bandeiras e banners instalados em passarelas, viadutos e canteiros”, lembrou.

Para ela, o apoio do GPJ também foi fundamental nas fiscalizações envolvendo carros de som. “Muitas dessas situações ocorreram em locais com grande concentração e aglomeração de pessoas, em ambientes de bastante agitação, nos quais a segurança das equipes ficaria comprometida e, em alguns casos, a própria ação de fiscalização poderia ser inviabilizada sem o apoio policial”, afirmou.

Segundo ela, também merece destaque o trabalho de articulação interinstitucional realizado pelo GPJ, especialmente na interlocução com outras forças de segurança, como a Polícia Militar e a Guarda Municipal. “Essa articulação foi importante para reunir as equipes, organizar a logística e dar suporte às operações”, disse. “Portanto, o GPJ teve um papel fundamental tanto na atuação direta nas ruas quanto no planejamento e na integração das forças envolvidas, permitindo que a Justiça Eleitoral pudesse responder de forma mais segura, organizada e efetiva à intensa propaganda irregular verificada nestas eleições”, completou.

Experiência

Como 10 meses de atuação no GPJ, o agente de Polícia Judicial, Valdeir Aguiar, viveu a experiência de trabalhar na segurança de uma eleição no Pará pela primeira vez. “Foi desafiador, porque nunca tinha presenciado antes o trabalho da polícia judicial e isso me impactou bastante, apesar de já ter experiência na área policial”, avaliou ele, especialmente sobre o trabalho de combate à propaganda irregular nas ruas da capital.

Com pouco mais de um ano de atuação no GPJ, o agente de Polícia Judicial, Matheus Moura, também vivenciou pela primeira vez uma atuação em período eleitoral. Ele destaca como um dos momentos mais difíceis, aqueles que envolveram apreensão de material irregular de campanha. “No sábado (3), véspera do primeiro turno, a situação estava bem complicada, em algumas áreas da cidade. Tivemos que manter a calma para conseguir deixar a situação sob controle e o magistrado que estava atuando precisou ter uma postura mais ostensiva”, resumiu. 

Inteligência

Paralelamente a atuação do GPJ, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará), desembargador José Maria Teixeira do Rosário, instituiu por meio da Portaria nº 25231/2026, o Comitê de Inteligência Eleitoral (CIE) para as Eleições Gerais de 2026, que contou com o trabalho do Núcleo de Inteligência Institucional, ligado a GPJ, e que exerce a coordenação-executiva do CIE. 

Vinculado de forma direta à Presidência do Tribunal, o Comitê é integrado pelas seguintes autoridades e representantes: procurador Regional Eleitoral no Estado do Pará, membro do Ministério Público Eleitoral por ele indicado; da Agência Brasileira de Inteligência – ABIN; do Comando Militar da Amazônia Oriental – CMAO; do 4º Distrito Naval; do I Comando Aéreo Regional – I Comar; da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Pará SR/PF/PA, indicado pelo Superintendente Regional; da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no Pará SPRF/PA; do Tribunal de Justiça do Estado do Pará – TJPA; do Ministério Público do Estado do Pará – MPPA; da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará – Segup/PA e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará Seap/PA.

“Tivemos uma adesão muito boa de todos os órgãos que integram o Comitê e, com isso, conseguimos fazer o monitoramento da eleição em todo o estado do Pará, inclusive fazendo o monitoramento de facções”, destacou o chefe do Núcleo de Inteligência Institucional do TRE do Pará e responsável pela Coordenação-Executiva do CIE, Warwick Pará.

O Comitê é destinado a prestar assessoramento à Presidência do Tribunal e a promover a integração, a análise e o intercâmbio de informações de interesse da segurança do processo eleitoral durante a preparação, a votação e a apuração das Eleições Gerais de 2026, em todo estado.

O coordenação-executiva do CIE garante que o Comitê estará novamente presente no segundo turno das eleições. “O nosso objetivo é cada vez mais incrementar a atuação do Comitê”, afirmou o coordenador.

 

Texto: Alexandra Cavalcanti / Ascom TRE do Pará.

Fotos: Thalles Puget / Ascom TRE do Pará.

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