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Treinamento para a Auditoria da Votação Eletrônica tem início em Belém

A capacitação, que reúne 270 colaboradores de instituições públicas e privadas, segue até o próximo dia 12 de setembro, na capital paraense. O objetivo é preparar as equipes que vão atuar no dia da eleição, na Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho).

A capacitação, que reúne 270 colaboradores de instituições públicas e privadas, segue até o próx...

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará), por meio da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), presidida pela juíza Carina Senna, deu início ao treinamento dos colaboradores que vão atuar na Auditoria da Votação Eletrônica das Eleições 2026. A capacitação ocorre até o dia 12 de setembro no edifício-sede do Tribunal, em Belém, reunindo 270 funcionários de diversas instituições públicas e privadas, distribuídos por turmas.

Assim, o grupo é formado por servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8), Justiça Federal, Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e dos Poderes Executivos Federal, Estadual e Municipal. Também participam empregados do Banco da Amazônia, Banpará, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Conselho Regional de Contabilidade e empresas privadas.

“A participação de pessoas que não integram o quadro do TRE do Pará amplia o envolvimento de diferentes segmentos da sociedade nos procedimentos de fiscalização e possibilita que representantes de diversas instituições conheçam e participem diretamente de um dos mecanismos de verificação do funcionamento do sistema eletrônico de votação”, destaca o secretário de Auditoria do Regional paraense, Evandro Ramos, que também atua como apoio na CAVE. 

Ainda de acordo com o secretário, durante o treinamento, os participantes conhecem todo o fluxo da auditoria e são preparados para exercer as diferentes funções que incluem quatro papéis principais, sendo eles:

  • Conferente: retira e organiza as cédulas da urna de lona, valida e exibe o voto para as câmeras e fiscais.
  • Digitador: insere os dados da cédula física no sistema informatizado de apoio à auditoria.
  • Habilitador: autoriza a liberação da urna eletrônica auditada com base no registro do digitador (função análoga à do mesário).
  • Votador: lê o voto em voz alta e o digita no teclado da urna eletrônica, de forma pausada e visível.

Após a etapa da capacitação que encerra no dia 12 de setembro, a preparação para a Auditoria da Votação Eletrônica continua com outras atividades necessárias à organização dos trabalhos, entre elas a preparação das cédulas que serão utilizadas no procedimento e a organização das equipes que atuarão no dia da eleição. 

“Todo esse trabalho busca assegurar que cada participante conheça previamente sua atribuição e que as diferentes etapas sejam executadas de maneira coordenada e verificável, fortalecendo os mecanismos de fiscalização e transparência e ainda aproximando a sociedade dos procedimentos utilizados para demonstrar, na prática, a integridade e a confiabilidade da votação eletrônica”, reforça Evandro Ramos.

Auditoria da Votação Eletrônica

A Auditoria da Votação Eletrônica é um teste público, controlado e gravado em vídeo que tem como objetivo comprovar a integridade e o correto funcionamento das urnas eletrônicas. Assim, na véspera do pleito, urnas já destinadas para a votação normal são sorteadas aleatoriamente e transportadas para o local da auditoria, no caso, a Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho), em Belém. 

No dia da eleição (4 de outubro, primeiro turno, e 25 de outubro, segundo turno, se houver), durante o mesmo horário em que os eleitores estarão votando nas seções, a equipe de colaboradores reproduz nessas urnas auditadas os votos previamente preenchidos em cédulas de papel. O procedimento conta com uma divisão rígida de tarefas entre os conferentes, digitadores, habilitadores e votadores, garantindo que todas as etapas sejam fiscalizadas e registradas por câmeras. 

Ao final do horário de votação, o Boletim de Urna emitido pelo equipamento é confrontado com a soma das cédulas físicas utilizadas no teste. O resultado de ambos deve ser exatamente o mesmo, demonstrando de forma prática e auditável que a urna eletrônica computou corretamente cada voto depositado. 

Texto: Elissandra Batista / Ascom TRE do Pará.

Imagem:  Tábita Veloso  / Ascom TRE do Pará.

 

 

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