TRE finaliza semana de testes de sistemas eleitorais

Os estados do norte do Brasil e mais Distrito Federal realizaram 5 dias de testes com os sistemas que serão utilizados nas Eleições 2018

TRE-PA Teste em campo de sistemas eleitorais

 

Foram cinco dias de testes exaustivos dos sistemas eleitorais no encontro de Teste em Campo dos Sistemas Eleitorais. O Tribunal Regional Eleitoral do Pará reuniu os estados do norte do Brasil para trabalhar as dezenas de sistemas que são utilizados durante o processo de votação.

Técnicos do setor de tecnologia da informação dos estados do Pará, Amapá, Acre, Amazonas, Tocantins, Rondônia, Roraima, e mais Mato Grosso, Distrito Federal e do Tribunal Superior Eleitoral simularam as eleições em primeiro e segundo turno para homologar as soluções de aplicação de softwares das eleições e identificar eventuais problemas que podem surgir durante o pleito e assim resolver com eficiência antes da lacração dos sistemas.  

"Desde que termina uma eleição, nós começamos a trabalhar na melhoria dos softwares para a eleição seguinte. Em eventos como este, a gente faz toda a simulação, desde importação de dados para as urnas, coletamos votos, fazemos o transporte dos resultados para os sistemas de processamentos de dados da justiça eleitoral, fazendo a totalização e divulgação simulada dos resultados. Isso é importante para ajustar os softwares e garantir a segurança da votação em outubro", disse Júlio Valente, Chefe de Totalização de Resultados do TSE.

Para a realização das Eleições são utilizados cerca de 50 sistemas diferentes envolvendo desde o cadastro eleitoral, aplicativos mobile e urnas eletrônicas. Diante do processo dos avanços tecnológicos, a Justiça Eleitoral procura melhorias para melhorar a prestação de serviço ao eleitor. Destaque para o aplicativo Boletins de Urna que pode fazer a leitura do resultado de cada urna a partir da leitura do QR Code – um tipo de código de barras que pode ser escaneado.   

De acordo com Rosana Magalhães, Secretária de Tecnologia da Informação do TRE do Acre, a ferramenta é um avanço para o processo democrático de apuração dos votos. “Com o aplicativo, qualquer cidadão pode fazer a leitura dos votos computados na urna e assim fazer uma auditoria, uma comparação, com os dados que são divulgados pelo TSE. Após o encerramento da votação, os boletins que saem das urnas são colocados em quadros de aviso dentro das seções eleitorais e todos podem ter acesso. O nosso interesse, inclusive, é saber como o eleitor está utilizando esta ferramenta, o que achou e como podemos melhorar”, destacou Rosana.

No norte do Brasil ainda existe a peculiaridade geográfica que desafia quanto às distâncias e os desafios para chegar em algumas localidades. No estado do Pará, por exemplo, as urnas eletrônicas são distribuídas utilizando todos os tipos de transportes, aéreos, marítimos e terrestres.

“Para a realização da eleição aqui no Pará é utilizada tecnologia de transmissão satelital que oferecer agilidade aos sistemas, principalmente na etapa de apuração dos votos. Este ano, vamos utilizar cerca de 400 pontos de transmissão via satélite, principalmente em áreas ribeirinhas e de difícil acesso”, ressaltou Felipe Brito, Secretário de Tecnologia da Informação do TRE do Pará.

Para as Eleições 2018 no Pará serão utilizadas cerca de 20 mil urnas eletrônicas. Cerca de 5,5 de eleitores estão aptos a votar e em 54 municípios paraenses o voto será computado através da impressão digital.

Confira os registros do evento na galeria do Flickr do TRE do Pará.

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