Centro Cultural da Justiça Eleitoral abre edital e recebe propostas para 2020

Centro Cultural da Justiça Eleitoral abre edital e recebe propostas para 2020

Centro Cultural da Justiça Eleitoral abre edital e recebe propostas para 2020

A memória de um povo e sua expressão cultural são essenciais para a edificação de um futuro mais seguro e promissor,  consubstanciado na ideia de que tudo o que foi vivido no passado adquire uma perspectiva de aprendizagem, potencializando, dessa maneira, os acertos vindouros, sempre pautados à luz da experiência. Assim, ressalta-se que o crescimento de uma organização enseja a necessidade de preservação, constituição e divulgação de sua história, promovendo reflexão e ensinamentos contínuos, difundindo a cultura, priorizando a educação e consolidando o valor de uma conquista histórica: o Estado Democrático de Direito.

Pautada nesses princípios, a Justiça Eleitoral do Pará criou, em novembro de 2010, o seu Centro Cultural, que, no decorrer do ano, é palco da realização de diversas exposições artísticas e culturais. Para este ano de 2020, o CCJE se prepara para continuar sendo um ambiente de fomento da cultura paraense, e já está recebendo propostas de artistas e grupos interessados em expor seus trabalhos.

Com edital aberto no período de 16 de janeiro a 16 de fevereiro, a coordenadora do Grupo Gestor do CCJEPA, Patrícia Costa, informa que as inscrições estão sendo realizadas e a seleção acontecerá a partir do dia 18 de fevereiro, com resultado divulgado no dia 21 de fevereiro de 2020, por e-mail, ligação telefônica e no site do TRE-PA. As datas das exposições serão definidas por meio de indicação dos próprios proponentes, a partir das opções constantes na ficha de inscrição, conforme cronograma disponível no edital.

Patrícia frisa sobre a importância do Centro para a democratização da cultura local: “Entendemos que, através da cultura, conseguimos estabelecer práticas de cidadania. Assim, o Centro  funciona como um instrumento de memória ao serviço do desenvolvimento social, bem como na compreensão teórica e exercício prático da apropriação da memória e do seu uso como ferramenta de intervenção social”.

Dessa forma, o CCJEPA funciona sendo local de fomento de cultura e arte para servidores e os cidadãos que tenham interesse em participar ou visitar o local. “Nossa proposta é fazer com que as pessoas, tanto servidores, quanto pessoas do público externo, deem vida ao Centro não apenas visitando o local, mas também fazendo as exposições, eventos, enfim, vivam o espaço”, explica a coordenadora.

Fomento- Assim, o edital de 2020 está aberto para as propostas de exposições, que serão aceitas, preferencialmente, de arte contemporânea, nas modalidades: artes visuais (design, fotografia, artes plásticas, quadrinhos), arte eletrônica, objetos, instalações e artes populares. Para propostas de lançamento de livros, revistas ou HQs serão aceitas tanto obras literárias quanto acadêmicas, técnicas ou científicas, já editadas.

As datas para lançamentos de livros serão sugeridas pelos proponentes na ficha de inscrição e submetidas à análise do Grupo Gestor do CCJE, cabendo a este a decisão final sobre as mesmas.

A fotógrafa Edith Pereira foi a primeira artista a expor seu trabalho no Centro, no ano passado. Para ela, a experiência foi marcante: “Sou muito grata em ter podido participar da exposição no Centro do TRE, com toda a estrutura de uma exposição e com a parceria dos profissionais que muito contribuíram para minha experiência. Considero o espaço fundamental para os artistas locais, porque ele prioriza a arte local, mas não apenas de pessoas já renomadas, mas também dos que estão iniciando uma trajetória e, por tudo isso, o considero um espaço democrático. Vejo essa ação como extremamente positiva para o estado do Pará”, avalia Edith, que torce para que o espaço continue sendo por muito tempo “fomento da cultura”.

A mais recente exposição – ainda em cartaz até final de janeiro - foi da artista Roberta Mártires, que considerou fácil e democrático o acesso ao Centro: “O edital nos proporciona um grande suporte, uma vez que nos oferece um local para expor, material de visual, fotografia, material de divulgação, nos trazendo assim um grande retorno profissional, sobretudo para mim que não sou uma artista considerada conhecida. Fiquei extremamente feliz em participar, e este ano tentarei novamente”, explicou.

Roberta, que também é produtora cultural, considera ímpar a cidade poder contar com um local como o CCJEPA: “Para mim que trabalho com arte poder contar com um local muito bem estruturado, em uma localização privilegiada e que nos proporciona esse acesso que me possibilita dialogar com a comunidade através dessa temática do meio ambiente, tema do cotidiano paraense, através do crochê, é realmente motivo de muita felicidade”, elucida a artista.

O  espaço físico do Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará é localizado a Rua João Diogo nº 284, bairro da Campina, ao lado da sede do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, e conta com uma  sala de exposição de longa duração; uma sala de exposição temporária; biblioteca; videoteca; sala de multimídia; sala de oficina; além de abrigar a Escola Judiciária Eleitoral, com sua unidade administrativa e salas de formação em cursos de pós- graduação e capacitação para juízes, promotores, servidores dessa Justiça Especializada e outros interessados em Direito Eleitoral.

“Nessa perspectiva, vislumbramos o fenômeno histórico-cultural como salvaguarda da própria Democracia, entendendo que o Centro contribui para o resgate da memória da Justiça Eleitoral brasileira e incentiva a difusão da arte em nosso Estado, colaborando, desta forma, para a construção de uma sociedade com sua própria identidade cultural”, avalia a coordenadora.

Exposição

Aberta no dia 13 de dezembro, a exposição "Rios & Redes - uma poética sobre o tempo" ficará disponível até 31 de janeiro, convidando todos para refletir sobre a relação com os rios, os ribeirinhos e a natureza que cerca os paraenses.

A exposição apresenta obras de três artistas: Roberta Mártires, com seus entrelaçados de linhas e crochês, que fazem parte da sua marca Multifário; os trabalhos de Paulo Emílio Campos de Melo, cujas esculturas em papietagem falam dos seres e povos da floresta; e Chico das Redes, com suas redes de pesca e matapis.  A curadoria da exposição tem assinatura de João Cirilo.

Para o curador, os artistas são “três fazedores de discursos, três vozes visuais, três braços gigantes de rio numa trama de trocas de grandes saberes”. O núcleo de formação da exposição é proposto a partir do Mercado Municipal de Carnes Francisco Bolonha, mais conhecido como o “Mercado de Carne”, localizado no Complexo do Ver-o –Peso.

O estudante de publicidade, Ronaldy Silva, 19 anos, considera de extrema importância o espaço que a justiça Eleitoral disponibiliza para o trabalho de artistas paraenses: “Vejo que é uma grande oportunidade para os artistas locais levaram ao público seus trabalhos, tantas vezes desconhecidos pelos próprios paraenses. Eu mesmo não teria a oportunidade de conhecer essas artes se não tivesse visitado este espaço”, avalia o estudante.

O Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará (CCJEPA) está de portas abertas de segunda a sexta, das 8h às 15h, com entrada franca.

Serviço: Mais esclarecimentos sobre o presente edital, bem como o fornecimento dos anexos citados neste regulamento, poderão ser obtidos junto ao Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará – CCJEPA, por meio dos telefones: (91) 3346-8018 / 8991 / 8764, e-mail: ccje@tre-pa.jus.br. Para acessar o edital clique aqui.

 

Texto: Manuela Viana

Foto: Suzane Catarina 

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