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Magistrados e servidores participam de qualificação para as Eleições 2026
O objetivo é fortalecer a cultura institucional da Justiça Eleitoral, por meio do desenvolvimento de competências comportamentais, éticas e relacionais, alinhadas às políticas judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Juízes e chefes de cartórios de Belém, Região Metropolitana e da Região do Marajó participaram nos dias 27 e 28 de maio, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará), do evento intitulado "Desenvolvimento Humano e Cultura Organizacional - Polo Belém", que compõe as estratégias para a atuação nas Eleições Gerais 2026. O objetivo é fortalecer a cultura institucional da Justiça Eleitoral, por meio do desenvolvimento de competências comportamentais, éticas e relacionais, alinhadas às políticas judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A abertura foi feita pelo diretor-geral, Bruno Giorgi, que destacou a relevância do evento para atuação de todos durante o próximo pleito. "Pensamos em trazer essa preparação para vocês antes das eleições para ser a base de todos os profissionais durante esse período, que é a questão da inteligência emocional e da comunicação não violenta, pontos que o CNJ vem atuando. Por isso, resolvemos trazer vocês aqui, porque como sabemos, a inteligência emocional é a base de tudo. A emoção é o que faz com que a gente tome as decisões", detalhou.
Ainda sobre a inteligência emocional, o diretor-geral pontuou, o quanto "é interessante conseguirmos ter essa inteligência emocional já que vamos trabalhar sob pressão nas eleições. Para isso, precisamos entender algumas técnicas. Quero desejar boas-vindas a vocês e dizer que podem contar comigo".
Em seguida, a secretária de Gestão de Pessoas, Giselle Pinto, também recepcionou os participantes. "Esse evento foi feito com muito carinho para vocês, estamos felizes com a presença de todos. Essa é a terceira etapa desse evento que foi realizado em Santarém e Marabá e, embora não aborde temas referente ao direito eleitoral, em específico, ele toca em questões que agregam e nos preparam para esse processo de eleições", avaliou.
A secretária enfatizou, em relação aos eventos anteriores, em Santarém e Marabá, que nem um evento é igual ao outro. "Cada um tem a sua peculiaridade, como nos anteriores, onde foram abordadas temáticas de muito importância, como as competências, a comunicação e outros”, resumiu.
A coordenadora de Educação e Desenvolvimento (Codes), Luciana Souza falou sobre os momentos vividos ao longo dos Encontros. "Foram experiências únicas e muito ricas. Foram dois eventos que agregaram experiências não apenas para a vida profissional, mas também para a vida pessoal", enfatizou.
No primeiro dia de evento, o Módulo I teve como tema "Competências comportamentais e cultura institucional", com a facilitadora Roberta Vasconcelos, que começou convidando os participantes a partilharem suas experiências de atuação na justiça eleitoral.
O juiz eleitoral, Antônio Carlos Cury, que atua há mais de 20 anos em eleições, foi um dos primeiros a partilhar. "Venho fazendo eleições desde 2004. Atuei em situações bem difíceis, como as eleições nos municípios de Melgaço e Breves, no Arquipélago do Marajó, quando a comunicação era muito difícil".
Na avaliação do magistrado, fazer eleições nos dias de hoje tornou-se algo menos complexo. "Atualmente é mais fácil, as urnas não quebram tanto como antes e a comunicação é boa. As escolas acabam se tornando um ponto de transmissão. Embora hoje, o número de processos tenha aumentado bastante. Há 10 anos tínhamos de três a quatro processos, hoje são mais de 50. Ainda assim, a nossa expectativa para as próximas eleições é muito boa", opinou.
O diretor do Fórum de Belém, o juiz Lúcio Guerreiro, também deu seu depoimento. "Já tive que preparar eleições de cinco municípios diferentes, entre eles Jacareacanga, que é bem distante. Foi um momento de muito trabalho, porque eleição é assim, precisamos atender aos cidadãos da capital, mas também aqueles que estão nos mais distantes rincões do estado. É uma escola de vida", completou.
Experiências
Os chefes de cartório também puderam contar um pouco de suas experiências. A primeira delas, foi a chefe do cartório eleitoral da 30ª Zona Eleitoral, em Icoaraci, Silvia Damasceno, que falou sobre o recente do Fechamento do Cadastro Eleitoral. "Esse é um processo que se inicia ainda no ano anterior. É muito trabalho, são muitas demandas. Para isso, conto com uma equipe muito coesa e participativa. São diversos desafios, mas posso dizer que deu tudo certo", comentou.
Outro que deu seu depoimento foi o chefe de cartório da 83ª Zona Eleitoral, em Santarém, Roberto Costa. "Estamos em um município diferente porque temos uma área ribeirinha que é bem extensa. Santarém contempla três zonas eleitorais, com lugares bem distantes um do outro", contou.
À tarde, o tema abordado no módulo II foi "Equidade, Diversidade e Cultura Organizacional”, com a especialista Michela Roque.
No último dia do evento, o Módulo III debateu assuntos como a diversidade, a equidade e a cultura organizacional, com a especialista Michela Roque, além das metas estabelecidas pelo CNJ, apresentadas pela coordenadora de assuntos judiciários, Vilarete Almeida, da Corregedoria Regional Eleitoral do Pará (CRE-PA), e pelo coordenador de Planejamento de Estratégia e Planejamento de Eleições, Sandro Borges.
Texto: Alexandra Cavalcanti / Ascom TRE do Pará.
Fotos: Ana Beatriz Manarte e Vidda Duarte / Ascom TRE do Pará.