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Sistema de Gestão do Teletralho – Sistele recebe Menção Honrosa do CNJ

A cerimônia da apresentação desse resultado será durante IV Encontro Nacional de Gestores de Pessoas do Poder Judiciário, no dia 22/10, em Brasília.

A cerimônia da apresentação desse resultado será durante IV Encontro Nacional de Gestores de Pes...

O Sistema de Gestão do Teletrabalho (Sisele), do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará), consiste em uma solução tecnológica para integrar, acompanhar e gerenciar o regime de teletrabalho dos servidores do Regional. A iniciativa, resultado da parceria da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) e da Secretaria de Tecnologia de Informação (STI), recebeu a Menção Honrosa na 2ª Premiação de Práticas em Gestão de Pessoas do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A cerimônia da apresentação desse resultado será durante IV Encontro Nacional de Gestores de Pessoas do Poder Judiciário, no dia 22/10, em Brasília.

O objetivo da premiação é destacar ações que promovem melhorias e aperfeiçoam a gestão de pessoas no Judiciário por meio do fortalecimento de lideranças, da valorização do ambiente laboral, do estímulo a novos modelos de trabalho, da promoção do bem-estar ou do uso de dados e evidências na tomada de decisões.

A secretaria de Gestão de Pessoas, Giselle Teixeira Pinto, explica que a informação sobre distinção pública foi informada na última terça-feira (06/10) pelo CNJ. “Para nós, é muito importante essa Menção Honrosa, porque embora seja uma ferramenta simples, com ela conseguimos resultados muito bons, inclusive na questão da transparência”, comentou.

Ela ressalta que o Sistema conseguiu organizar melhor o todo o processo do teletrabalho. “Antes dele, tudo era feito pelo SEI (Sistema Eletrônico de Informações) e não havia uma padronização. Hoje, como o Sistele, conseguimos ter todo um acompanhamento desse processo, inclusive com a emissão de relatórios, o que é fundamental para nós”, pontua.

Para a assessora de Modernização e Governança da Gestão de Pessoas do TRE do Pará, Michele Baptista, uma das servidoras que atuou diretamente na construção do sistema, receber esse reconhecimento púbico do CNJ é, antes de tudo, muito satisfatório. “Chegar ao Sistele deu muito trabalho, porque queríamos uma ferramenta que tivesse a adesão dos servidores, por isso é muito gratificante receber essa Menção Honrosa”, disse.

O servidor Rodrigo Maia, da Seção de Administração de Dados e Inteligência de Negócio (Sadin), que também participou do desenvolvimento do sistema, também diz ser importante esse reconhecimento. “É a validação de que os nossos esforços de planejamento e desenvolvimento geraram um impacto real na modernização da máquina pública. É uma vitória não apenas da equipe de desenvolvimento, mas também da sociedade, que ganhou mais eficiência na gestão pública”, disse.

Ele explica que esse é resultado de “um esforço coletivo da equipe de desenvolvedores da Sadin e SGDAI (Seção de Gestão de Dados e Inteligência). Neste processo, atuei com uma visão dupla, pois além de desenvolvedor também sou teletrabalhador. O meu desafio foi traduzir as necessidades gerenciais da administração e, ao mesmo tempo, ajudar a agilizar e facilitar o processo para os servidores que desejam atuar nessa modalidade’, completou.

Para o servidor, o principal diferencial é que o Sistele, é “além de garantir o controle e a transparência das atividades para a gestão, atua também como um facilitador para a mudança cultural do teletrabalho. Ele tira o foco do tempo em que o servidor passa na instituição para colocar o foco na entrega de resultados”, avaliou.

É muito gratificante ver o Sistele receber esse reconhecimento nacional do CNJ. É a validação de que os nossos esforços de planejamento e desenvolvimento geraram um impacto real na modernização da máquina pública. É uma vitória não apenas da equipe de desenvolvimento, mas também da sociedade, que ganhou mais eficiência na gestão pública.

Desenvolvimento

O Sistele começou a ser desenvolvido em 2024. “Queríamos gerir melhor o teletrabalho, porque os outros sistemas até então, não conseguiam controlar a produção de quem estava nessa modalidade e, principalmente, queríamos algo simples que não sobrecarregasse o dia a dia do servidor que já tem a sua carga diária de trabalho”, ressalta a assessora.

A partir dessa demanda foi criado um esboço de um sistema que conseguisse de forma efetiva e simplificada, gerir essa modalidade de trabalho. “O Sistele abarca tanto a fase de concessão quanto de acompanhamento do teletrabalho, inclusive com a medição automatizada de metas de produtividade”, reforça.

Ela reforça também que, para tornar esse processo ainda mais seguro, eficiente, ágil e simplificado para os usuários e unidades envolvidas, ele é integrado a outros sistemas do Tribunal, como o Sistema de Gerenciamento de Recursos Humanos (SGRH) e o Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT Diário). “Hoje ele continua passando por atualizações constantes, que ajudam a fortalecer a modalidade do teletrabalho”, destaca.

Desde sua criação até hoje o projeto vem ganhando destaque, inclusive nacional, ao ser apresentado pelo Tribunal em eventos de inovação jurídica e cibersegurança (como o Expojud), como um dos exemplos de modernização e soluções tecnológicas do órgão e inclusive sendo utilizado por outros Tribunais, como o TRE de São Paulo.

 

 

Texto: Alexandra Cavalcanti / TRE do Pará.

Imagem: Elayne Ono / TRE do Pará.

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