Chefes de cartório contam como é a rotina no serviço remoto

O atendimento presencial está suspenso nas 100 Zonas Eleitorais, em função do cenário pandêmico.


O atendimento presencial está suspenso nas 100 Zonas Eleitorais, em função do cenário pandêmic...

 

Vanessa Mansur é analista judiciária do TRE Pará e está apenas há seis meses atuando na cidade de Limoeiro do Ajurú, na região do Baixo Tocantins. Ela conta a experiência do atendimento remoto aos eleitores da região. “Aqui temos 20 mil eleitores e o serviço remoto tem funcionado muito bem. Eu destaco o aplicativo e-Título como uma excelente ferramenta, ele é bem prático e tem facilitado o uso por parte dos eleitores”, conta.

A analista relata como é a rotina no cartório eleitoral. “Aqui em Limoeiro do Ajurú, nós utilizamos um whatsapp funcional do Cartório e o e-mail institucional para nos comunicarmos com os eleitores, como por exemplo: quando falta algum documento no requerimento eleitoral ou para auxiliar quando existem dúvidas em relação ao aplicativo e-Título ou para ter acesso à certidão de quitação eleitoral”.

A cidade de Limoeiro do Ajurú só tem acesso por via fluvial, pelos municípios de Cametá ou Abaetetuba. Atualmente, o atendimento do cartório está centralizado na prestação de contas dos candidatos ao pleito de 2020. “Estamos na fase da prestação de contas, e também nos processos judiciais remanescentes das eleições municipais que são 100 por cento digitais e que são realizadas por videoconferência com advogados, em função da pandemia”, afirma Vanessa.

No outro lado do Pará, nas regiões da 57ª Eleitoral que abrange os municípios de São João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, Palestina do Pará e Brejo Grande do Araguaia, a chefe de cartório Érica Fontenele diz que os atendimentos mais procurados na região estão relacionados ao título de eleitor. “Estamos dando prioridade para o eleitor que teve a suspensão, ou alguma restrição. A prioridade é fazer com que o eleitor possa ter acesso novamente aos seus direitos políticos”, ressalta.

Segundo a chefe de cartório, os municípios do Pará têm muitos eleitores na zona rural, alguns analfabetos, sem acesso à internet. “Esperamos que a pandemia acabe o mais rápido possível, pois infelizmente temos eleitores que é necessário atender presencialmente. Mas agora, por causa das medidas restritivas, estamos atendendo somente remotamente para preservar tantos os eleitores, quantos os servidores”, afirma.

Sobre o trabalho remoto, Érica diz que “tem sido um desafio, pois nosso eleitorado é muito carente, de baixa escolaridade”, finaliza.

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